Setúbal 2024: o primeiro desfile da minha história
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Algumas histórias não começam prontas.
Elas começam com coragem.
O desfile de 2024, em Setúbal, marcou o primeiro passo da minha trajetória na moda. Não foi apenas uma apresentação de roupas — foi a materialização de um sonho, de um percurso e de uma identidade que começou muito antes da passarela.
A coleção nasceu do algodão cru, da simplicidade da matéria e da força do gesto manual. Os tecidos tornaram-se telas vivas a partir da parceria com um artista plástico, que transformou cada peça em expressão, cada superfície em narrativa.
A construção das roupas também incorporou elementos artesanais feitos em arame de alumínio, criando volumes, estruturas e contrastes que dialogavam entre delicadeza e resistência. Nada era decorativo. Tudo tinha intenção.
Setúbal foi o ponto de partida.
O momento em que a criação deixou o íntimo e encontrou o olhar do outro. Onde o silêncio do ateliê se transformou em movimento, luz e presença.
Esse desfile não representou um fim, mas um início. O nascimento de uma linguagem própria, que hoje continua a se desdobrar em novas coleções, novas formas e novas histórias.
O Journal Alleropeu nasce desse mesmo lugar: do processo, da memória e da construção contínua de uma identidade.
Aqui, cada peça carrega um caminho.
E cada caminho tem uma origem.